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Mesária com síndrome de Down é exemplo de cidadania e inclusão 17/10/2022

Por volta das 6h da manhã do dia 2 de outubro, a curitibana Pietra Silvestri, de 21 anos, acordava em pleno domingo para uma missão importante: colaborar com a democracia. Ela se voluntariou para ser mesária pela primeira vez. Mas seu propósito vai além de trabalhar nas eleições. A jovem com síndrome de Down quer mostrar à sociedade a importância da inclusão.

Ser voluntária nas eleições pareceu algo natural: "eu adoro ajudar as pessoas, acho bem legal", declara Pietra. Essa é a segunda votação que participa, a primeira foi em 2018, apenas como eleitora. "É importante saberem que eu voto e que sou cidadã", ressalta. Para o segundo turno, Pietra planeja fazer uma capacitação para agilizar a busca pelos nomes das eleitoras e eleitores no caderno de votação. A decisão veio como resposta a algumas pessoas que pareciam impacientes quando a jovem demorava um pouco mais para encontrar os seus registros, em comparação a outras mesárias e mesários.

Ainda assim, Pietra se diz satisfeita. Foi um dia de muita dedicação e trabalho, e a missão foi cumprida com alegria. “Foi cansativo, mas valeu a pena”, afirma. “Para mim, foi bem importante participar porque não vemos muitas pessoas com Down nas eleições”. Ela trabalhou no Colégio Positivo Ambiental, local de votação da 177ª Zona Eleitoral de Curitiba.


Sucesso on-line

"Por favor escreva aí nos comentários se você já viu um jovem cidadão down como eu trabalhando nas eleições do seu estado e em que lugar foi isso?" pergunta Pietra em um post após a votação. Ela diz que não quer ser vista como "coitadinha". Estar presente na eleição significa exercer sua cidadania. E é nas redes sociais que a jovem compartilha mensagens de inclusão e de combate ao preconceito, colecionando seguidores. São 500,6 mil no TikTok (@pietra.silvestri) e mais 5,5 mil no Instagram. Alguns de seus vídeos já foram vistos mais de 1 milhão de vezes na internet.

A desenvoltura diante das câmeras não é por acaso. Pietra é atriz e modelo, com atuação em campanhas publicitárias de repercussão nacional. Ela foi a primeira jovem com Down no Brasil a tirar registro profissional DRT em Teatro, ao concluir o ensino médio técnico no Colégio Estadual do Paraná (CEP). Desde bebê, conta orgulhosa a mãe, Noemi Rebello Silvestri, a menina estudou em escolas regulares reforçando a importância da inclusão.


Próximos projetos

Cheia de sonhos, para o futuro, a jovem ainda tem muitos planos: quer casar com o namorado com quem se relaciona há 6 anos, ter filhos e garantir sucesso no trabalho. Sobretudo quer ocupar espaços de cidadania e incentivar a participação ativa e a inclusão de todas as pessoas na sociedade, em especial, as com síndrome de Down.


Estatísticas

Entre as 8.475.632 pessoas aptas a votar no Paraná, 83.998 declararam ter algum tipo de deficiência, segundo o Portal de Estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Houve um crescimento de 11,86%, comparado às Eleições Gerais de 2018, quando eram 75.092. Elas representam 0,99% do eleitorado paranaense.


Com informações do TRE/PR

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